domingo, 9 de agosto de 2009

De volta à velha cidade


Do que você se lembra, quando olha para essas ruas e casas de arquiteturas antigas restauradas e iluminadas por essa falsa luz fraca e amarela, perguntou-me um estranho, naquela cidadezinha pacata. Um homem que sentado em papelões terminava uma garrafa de conhaque, que ganhara na noite anterior numa aposta, em um bar ali perto ao som de Psyco killers (Talking Heads). Foi como um estalo, me lembrei daquelas feições, não, não podia ser, mas sim era ele, todo largado e acabado. Fiquei impressionada sem saber como agir depois de tantos anos, Pedro, minha vontade era de abraça-lo e contar tudo que fiz durante todo esse tempo e sobre minhas viagens.

Sabia que não podia revelar que, o que pôs tudo a perder foram aqueles três minutos. Foi o tempo que tive para decidir se embarcava naquele trêm ou abandonava tudo para seguir o meu grande sonho. Ainda era jovem, não tinha nada a perder e o mundo a conquistar. Hoje lamento por não ter ficado. Já se passaram tantos minutos e ainda não tenho certeza do que um dia sonhei. Então saí sem responder.

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