
Existem dias normais que parecem estranhos, ou são feitos de nostalgia, ontem foi um desses. Até ele chegar, eu estava sentada num canto da sala de estar, enquanto o rádio tocava Hole In the Earth, Deftones. Já havia escrito mais um capítulo do meu livro e as stuffed potatoes skins estavam quase prontas. Nem se preocupou em acender a luz, guardou seu casaco, pegou sua Franziskanner e se sentou na varanda. Em sua cadeira de madeira, movia o olhar do gramado até as montanhas, onde começa um infinito verde. Já estamos acostumados com esse lugar solitário onde não se houve nenhum ruído urbano que não seja o nosso.
Ao seu lado compartilhei mais um exultante pôr do sol. Senti o poder de um eterno abraço nos envolver com um efeito de vivacidade e frescor. Parecia nosso primeiro abraço, aquele do dia em que nos conhecemos no camping, nossos amigos dormiam, enquanto nós na queda de uma cachoeira descobriamos uma viagem ao centro da Terra. Em seguida, lembramos do dia em que acordamos e as cores haviam desaparecido, só restava o verde. Seria a esperança?
Envolvente és seu texto e envolto senti-me pela narrativa que tecida de forma bucólica regou um tanto de verde que não sentia há tempos, Sem cinzas, concretos ou deturpações auditivas inaudíveis da grande cidade, identifiquei-me com a porção de batatas recheadas com cheddar e a weissbier alemã exarcebadamente frutada e dourada que diferente do verde esperançoso me remete a transcedência do Ser, e Ser é tudo que o que devemos a nós mesmos...
ResponderExcluirEmily, eu senti um prazer enorme lendo seu texto. Eles axalam uma alegria exatamente oposta ao meu sentimentalismo carregado, dramático e intenso. Apreciei a leitura e só tenho que dizer: Obrigado, por um lampejo de alegria no meu coração!
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